CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Para aqueles que desconhecem, em 31/10/1902 comemora-se o nascimento de Carlos Drummond de Andrade, poeta do qual o nosso colégio é homônimo.
Por esse motivo e a fim de vivenciar um aprendizado lúdico e consistente, os alunos do 3º ano do Ensino Médio, ao estudarem o livro “Claro Enigma”, pertencente à terceira fase da produção desse poeta, sugeriram a realização de um teatro, baseado em 06 poemas dessa obra.
Dessa forma, foram representados “Dissolução”, “Ingaia Ciência”, “Legado”, “Oficina Irritada”, “Amar”, “Canção para álbum de moça”; e, parte do poema “Máquina do Mundo”, considerado pela crítica o melhor poema do século XX.
Nesse contexto, o aluno Sávio Siqueira, caracterizado de Carlos Drummond, leu a seguinte paródia, repleta de intertextualidade, conciliando – o colégio e o poeta cuja alma completou 114 anos.
“Tinha um colégio no meio do caminho, no meio do caminho tinha um colégio, tinha um colégio, no meio do caminho tinha um colégio…”
Um dia “anjo pedagógico” disse “Vai lá, colégio, fazer a diferença na vida”, porque assim muitas crianças e adolescentes serão distanciados de “um mundo caduco”, porque aprenderão a “cantar o mundo futuro”, quando perceberem que “o aprendizado cabe no breve instante de um pensar”. Afinal, “neste mundo, vasto mundo”, quando “não há uma rima”, há uma sempre “uma solução.”
“Entre equações e subordinações”, alguns “irão devagar”…
Nesse caminho, muitos sentirão “que a vida não é besta” ao perceberem que amam Matemática e Biologia; Física, talvez Química; Literatura, quem sabe História e Geografia, Artes, Informática, Inglês, Espanhol…
Em alguns momentos, “seguirão taciturnos” devido à Gramática, enquanto muitos “nutrirão grande esperança” quanto à Redação: um “claro enigma”!
Assim, nessa “quadrilha de conteúdos” em que o importante é “amar, desamar, amar”, mesmo que “um pouco ‘gauches’” os alunos veem o empenho da direção, da coordenação e dos colaboradores para que todos entendam “que o presente é grande”, ao mesmo tempo em que se reconheçam capazes de lutar; sendo necessário que “não nos afastemos” e “sigamos de mãos dadas”.
Então, quase como uma “ingaia ciência” – que sabe o preço exato do tempo – tem aqueles que partem ao final de cada ano… Para eles, a memória em relação ao colégio será como “fotografia na parede” e “doerá”. No entanto, essa emoção evidenciará que “tinha uma pedra no meio do caminho”, mas a “vontade de superar, não paralisava o trabalho” porque TODOS sempre souberam que “as coisas findas, realmente lindas, ESSAS, essas ficarão!”
Prof.ª Rose Silvestre
Gramática, Literatura e Redação











































