Bullying ou simplesmente Convívio Social e Aceitação: Se somos todos iguais, por que tanta diferença…
Alguns dados sobre a infância no Brasil:
- Mais de 54% das crianças são negras ou indígenas;
- 65% das crianças pobres são negras;
- 26 milhões vivem em famílias pobres, destas, 17 milhões são negras;
- Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil são negras (62%) e 190 mil são brancas.
Os dados são de 2009 da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Mas se somos todos iguais, por que tanta diferença?
É importante salientar que atos de racismo ou bullying, são totalmente reprováveis, e não poderiam deixar de ser. Mas como evitar isso com crianças entre 04 e 06 anos, na mais tenra idade, quando estão se descobrindo e descobrindo o mundo, quando brincadeiras são feitas sem nenhuma maldade, quando tudo é motivo de alegria e risadas (aliás, algo perdido quando adulto); enfim, como administrar essas situações que sempre ocorrerão nessa faixa etária, pois a diferença no cabelo e na cor existe, principalmente quando se trata de negros, por exemplo?
Podem ocorrer casos de bullying, mas geralmente são associados com sinais frequentes, como sintomas psicossomáticos: dor de cabeça, dor de estômago, febre, diarreia, vômitos…
Devemos observar que esses sintomas, para caracterizar bullying, devem ser frequentes, não pontuais e se agravam ao longo do tempo, pois muitas vezes são brincadeiras, obviamente inadequadas (em especial na faixa etária aqui citada), e muitas vezes, também, desprovidas de qualquer tipo de maldade.
Precisamos analisar com atenção que nem tudo que acontece na escola é bullying, o que presenciamos no Brasil é uma generalização: tudo virou bullying.
O que a escola pode fazer para evidenciar a necessidade da convivência em grupo, mediante as diferenças?
Conscientizar através de atividades, as quais demonstrem que indiferente da cor da pele, olhos e tipo de cabelo, somos todos iguais, cujo respeito deve surgir, através de um convívio social harmônico, de entendimento e aceitação das diferenças
Alguns pais acham que resolve-se a situação vivida, por exemplo no ambiente escolar, trocando o filho de escola – ledo engano – às vezes a situação pode piorar, pois envolverá novos amigos, novas descobertas e esses também estarão conhecendo o aluno que chega. Enfim, não adianta fugir dessa situação, o negócio é encará-la, com respeito e acompanhando o trabalho feito na escola, pois muitas situações serão resolvidas ou revertidas através do convívio social diário.
Lembrando, no entanto, que a escola, fará uma parte do trabalho, cabendo a outra parte à família e à sociedade em geral.
O interessante é que, muitas vezes, os pais relatam com tanta veemência, com tanta ênfase, mesmo sem perceberem, o que evidencia que a discriminação já vem de casa.
Perceba, que na maioria das vezes, precisamos muito mais do que escolas que conscientizem seus alunos: precisamos de pais e de famílias que aceitem as diferenças que possuem dentro da própria casa; assim todo o processo de crescimento do indivíduo ficará mais tranquilo e normal, como deve ser.
Proteger é necessário, mas até que ponto? “Super proteger” não é o ideal!
Temos sempre que acompanhar a vida escolar de nossos filhos. Isso é indiscutível, porém precisamos deixá-los lidar com seus próprios desafios.
Vamos pensar a respeito?
É o Colégio Carlos Drummond de Andrade, colaborando para a formação integral dos nossos alunos.
Fé, saúde e prosperidade!
Atenciosamente,
DEUS É FIEL!
Direção
Prof. Evaro T. Toledo
